sábado, 14 de abril de 2012

Vôlei Futuro bate RJX e classifica para uma final que terá um campeão inédito na Superliga

Por Karoline Albuquerque


Vôlei Futuro e RJX fizeram hoje o terceiro jogo da semifinal para decidir quem vai enfrentar o Sada Cruzeiro Vôlei na final. A série melhor de três estava empatada. Os times haviam ganhado os jogos fora de casa.

Logo no início do jogo, Michael, do time de Araçatuba, fez dois aces seguidos, abrindo 5x1 para o Vôlei Futuro. Lorena bloqueou duas vezes e o Vôlei Futuro marcou 9x2. O RJX não começou muito bem. Vôlei Futuro administrou o primeiro set com uma vantagem larga, o RJX mandou um saque fora e o set foi encerrado em 25x18.

O RJX “acordou” no início do segundo set, mas não impediu o Vôlei Futuro de empatar o jogo em 5x5. Com um placar apertado durante todo o set, o Vôlei Futuro conseguiu virar o placar para 15x13 e seguiu na frente, encerrando o set em 25x22.

Marlon e Riad, do RJX, discutiram no começo do terceiro set, com direito a dedos apontados um para o outro. Riad foi substituído, saiu de quadra e foi em direção ao estatístico pedir a chave do vestiário. O time do RJX pareceu se desconcentrar, mas logo voltou ao jogo. Riad foi chamado de volta à quadra. Dentro das linhas, o jogo ficou equilibrado. Vôlei Futuro e RJX se mantinham próximos no placar, mas somente no vigésimo ponto o time carioca empatou o set e virou o no 24x23. Em 43 minutos o RJX conseguiu fechar o set em 31x29.

O quarto set também foi tenso. Mais brigas envolvendo os dois times. O RJX começou esse set com um desempenho não tão bom quanto o fim do terceiro set. O Vôlei Futuro chegou a abrir 19x12. O RJX reagiu, mas a equipe de Araçatuba fechou em 25x21, encerrando a partida em 3 sets a 1, fazendo 2x1 na série melhor de três e passando para a final da Superliga Masculina 2011-2012. A final será no próximo sábado, 21, em São Bernardo.



Foto: Divulgação

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Fora de casa, Vôlei Futuro se supera e vence RJX

Por Carlos Ramos e Ryann Gomes 

O Vôlei Futuro venceu o RJX, por três sets a um (com parciais de 25/18, 25/27, 23/25 e 21/25), em 2h14m de jogo, e levou a série para o terceiro jogo, a ser disputado em Araçatuba.
O Maracanãzinho estava repleto. Todos os ingressos foram vendidos antecipadamente. O público oficial no ginásio foi de 11.400 pessoas, com a certeza de que tinha mais gente. E muita gente ainda ficou do lado de fora, sem ingresso, ou teve de comprar na mão de cambistas, que agiam livremente e vendiam as entradas por preços que variavam entre 15 R$ e 25R$.




O jogo

O ginásio, que estava azul, viu um primeiro set animador da equipe da casa. Com Dante virando praticamente todas as bolas e Lucão forçando bem os saques, o RJX conseguiu abrir boa vantagem e fechar o set de forma tranquila, com um 25/18.

A facilidade do primeiro set não se repetiu mais na partida. Muito pelo contrário. O Vôlei Futuro abriu vantagem e a manteve. O jogo chegou ao seu ápice de excitação quando Théo e Lorena discutiram na rede. O jogador da equipe visitante chegou a colocar a mão na cara do atleta do time carioca. A torcida, obviamente, ficou do lado de Théo, passando a vaiar e xingar Lorena pelo resto da partida.

O fato não pareceu incomodar Lorena. Muito pelo contrário, deu mais motivação ainda para o atleta. O RXJ chegou a encostar no placar, fazer a partida ficar igualada em dezoito pontos, mas, com Lorena ligado no jogo e os erros se multiplicando do lado carioca, o Vôlei Futuro fechou o set em 25/27.

Do momento da discussão com Dante em diante, Lorena cresceu muito na partida. Foi o monstro que normalmente resolve as partidas para o Vôlei Futuro. Existem jogadores que sucumbem diante da pressão. Outros brilham ainda mais quando ela vem. Foi isso que Lorena fez.

O terceiro set foi praticamente de Lorena. Foram oito pontos. Lucão e Michael também se destacaram, mas não tanto quanto o jogador que era odiado pela torcida adversária durante a partida. O RJX começou até muito bem, chegando a abrir 5/0 e manter a diferença em 13/8 e depois 16/9. O problema foi quando Michael foi para o saque e complicou a recepção carioca. Na sequência, Lorena virou para 22/23 e o Vôlei Futuro fechou em 23/25.

Os aces foram os principais destaques do quarto set, que foi também o último. O RJX dependia muito de Théo, que virava tudo, e o Vôlei Futuro permanecia com um Lorena inspirado. A surpresa de equipe paulista foi Vini, que entrou sacando muito bem. O cubano Camejo também se destacou no set. No final, a equipe de Araçatuba fechou o set, em 21/25, e o jogo, em 3 a 1.

Como não podia deixar de acontecer, Lorena, do Vôlei Futuro, recebeu após a partida o troféu Viva Vôlei, por ser o melhor jogador em quadra. O atleta do Vôlei Futuro foi também o maior pontuador da partida, com a incrível marca de 23 bolas convertidas.

O central Michael, que também fez um bom jogo, comentou sobre a grande atuação do Lorena na partida.
- Fantástico ! Lorena, jogou super bem. Nosso time é muito dependente de todas as peças, mas principalmente do Lorena. Quando ele está inspirado ninguém segura ele, e eu acho que foi super merecido o Viva Vôlei. No ultimo jogo ele não foi muito bem, mas graças a Deus ele pode reverter este quadro no jogo de hoje – disse Michael.

Após a partida, o oposto Théo, do Rjx, tentou buscar explicações para o resultado.
- Eu acho que a gente deixou o ritmo cair. Eles jogaram melhor. O nosso time não pode estar com 6 de vantagem e perder como foi no terceiro set. Isso aí fez o time sentir e perder o jogo. Mais agora é descansar e ir com tudo para Araçatuba buscar a classificação – afirmou Théo.

O terceiro e decisivo jogo da série será disputado na próxima sexta-feira (13), no ginásio Plácido Rocha, em Araçatuba. Quem vencer pega na final o Sada/Cruzeiro, que eliminou o Vivo/Minas na outra semifinal.

Ouça abaixo as entrevistas com o oposto Théo (RJX) e o central Michael (Vôlei Futuro).

domingo, 8 de abril de 2012

RJX e Vôlei Futuro definem seqüência na Superliga em jogo desempate; Sada/Cruzeiro só espera

Um finalista da Superliga Masculina de Vôlei 2011-2012 já foi definido. O Sada Cruzeiro Vôlei venceu, na manhã do sábado, sua segunda partida contra o Vivo/Minas e já está final, pelo segundo ano consecutivo. Na casa do Vivo/Minas, o Sada Cruzeiro vôlei venceu os anfitriões por 3 sets a 0, com parciais de 22-25, 23-25 e 15-25. O maior pontuador da partida, também eleito o melhor em quadra, foi o oposto Wallace, do Sada Cruzeiro Vôlei. A vitória garantiu a essa temporada da Superliga um campeão inédito.

No domingo, o RJX recebeu o Vôlei Futuro. Os cariocas já haviam ganhado o primeiro jogo por 3 sets a 0 em Araçatuba e só precisava de mais uma vitória para estar na final de sua primeira participação na Superliga. O RJX começou o jogo dominando, porém o Vôlei Futuro se recuperou no segundo e no terceiro set, virando o placar, em busca da vitória para forçar o jogo desempate da série melhor de três. E conseguiu. O time de Araçatuba virou o jogo e ganhou a partida por 3 sets a 1 (25-18, 25-27, 23-25 e 21-25). O MVP foi o atacante Lorena, do Vôlei Futuro, também maior pontuador da partida.


Foto Divulgação

quarta-feira, 4 de abril de 2012

RJX vence VF fora de casa; Sada/Cruzeiro vence clássico mineiro


Por Karol Albuquerque

Estavam em quadra hoje as quatro equipes que chegaram mais longe na luta para chegar a final da Superliga Masculina de Vôlei. Em Araçatuba, o Vôlei Futuro recebeu o RJX. Os cariocas, que passaram pela fase de classificação com uma campanha irregular e iniciaram os play-offs derrotando o atual campão (SESI-SP), conseguiram passar, e passar bem, pelo primeiro desafio nas semifinais. O RJX derrotou o Vôlei Futuro por 3 sets a 0, com parciais de 23-25, 21-25 e 27-29. Os números dos sets, apertados, mostram que não foi uma vitória fácil. O maior pontuador da partida foi Lorena, do Vôlei Futuro, com 13 pontos. O troféu Viva Vôlei foi para Lipe, do RJX.

A outra semifinal foi um clássico mineiro, Sada Cruzeiro Vôlei e Vivo/Minas, em Contagem. O Vivo/Minas até que começou bem, ganhando o primeiro set. Porém, o time da capital mineira apagou do segundo set em diante. Os jogadores perderam a emoção. Não parecia o mesmo time que jogou as quartas-de-final contra a Cimed/SKY e vibrava em quadra. O Sada Cruzeiro Vôlei, jogando em casa, virou o jogo, ganhando por 3 sets a 1 (22-25, 25-21, 25-17 e 25-16), e está a uma vitória de mais uma final da Superliga. Acácio, do Sada Cruzeiro Vôlei foi eleito o melhor em quadra e Wallace, do mesmo time, foi o maior pontuador do jogo, com 18 pontos. Esse fim de semana acontece a segunda rodada das semifinais.


Foto: Divulgação

domingo, 1 de abril de 2012

Superliga B: Apav/Canoas é Campeã.

Foto: Divulgação

Por Crisneive Silveira


A cidade de Canoas/RS recebeu hoje a final da Superliga B masculina de vôlei. No ginásio La Salle, às 10hs, Apav/Canoas e Funvic/Mídia Fone se enfrentaram na primeira final do campeonato que foi criado este ano como único modo de acesso à série A. As equipes que vieram de ótimas campanhas na fase classificatória, ficando em primeiro e segundo lugares respectivamente na classificação geral, fizeram duelo equilibrado que foi decidido nos detalhes.

No primeiro set, a Apav/Canoas jogando em casa, chegou a abrir sete pontos em cima da equipe paulista que teve dificuldade em organizar sua defesa. No entanto, conseguiu se recuperar, melhorar no bloqueio e encostar no placar. Mesmo assim, o time gaúcho soube administrar a vantagem e fechou com 25 a 23.

Em seguida, a equipe de Pindamonhangaba voltou decidida a dar trabalho para o Canoas e, aproveitando o bom momento no saque, começou abrindo uma vantagem de cinco pontos no segundo set. Mesmo assim, os gaúchos não se abalaram e, ainda com dificuldades na recepção, viraram o jogo e fizeram 26 a 24 nos paulistas.

A equipe da Funvic/Mídia Fone foi para o terceiro set em busca de um suspiro para continuar na disputa do título e, mais uma vez, chegou a ter a larga vantagem de cinco pontos diante dos gaúchos que, logo depois, empataram. Mas a jovem equipe de Pindamonhangaba foi superior no ataque e no bloqueio e conseguiu passar pelo Canoas marcando 25 x 22.

No quarto set, o grupo do técnico e campeão olímpico Paulão, mostrou toda a sua força no saque e pressionou a Funvic/Mídia Fone que passou a ter maior dificuldade na recepção e em armar suas jogadas de ataque. Sabendo que era um momento decisivo, os gaúchos levaram o quarto set e o jogo em casa por 25 x 22.

Após campanha vitoriosa de apenas uma derrota em quinze jogos, Apav/Canoas faz história, torna-se a primeira equipe campeã da Superliga B, dá um salto merecido para a série A do campeonato e direciona novamente os olhos do Brasil para a força do voleibol gaúcho. A CBV encerra o início de uma etapa importante para o esporte no país, pois, com a criação do evento que diversificou a participação de times fora do eixo sul-sudeste, conseguiu difundir e estreitar a relação do povo brasileiro com a modalidade. Agora, é esperar a próxima edição que também contará com a participação de equipes femininas.

sábado, 31 de março de 2012

Semifinal da Superliga masculina terá duelo de mineiros


Por Karoline Albuquerque

Equilíbrio. Substantivo masculino que define muito bem esta Superliga Masculina de Vôlei 2011/2012. Só nas quartas-de-final foram seis jogos encerrados no tie-break, de 10 partidas. Com uma semifinal já decidida na rodada anterior, RJX x Vôlei Futuro, os quatro times que entraram em quadra esse fim de semana buscavam fazer parte o outro chaveamento. As partidas entre Cimed/SKY x Vivo/Minas e Sada Cruzeiro Vôlei x BMG/São Bernardo foram, mais uma vez, definidas com o substantivo da Superliga: equilíbrio.

Na noite da sexta-feira, 30, Cimed/SKY e Vivo/Minas, maiores vencedores da Superliga, com quatro títulos para cada lado, jogaram no ginásio do Capoeirão a parida decisiva. O jogo começou com os donos da casa abrindo 2 sets a 0. Mas a alegria dos catarinenses acabou aí. O Vivo/Minas tomou o controle e levou a partida ao tie-break. De virada, o time de Marcelinho e companhia garantiu a vaga entre os quatro melhores colocados na temporada 2011/2012. As parciais do jogo foram 25-20, 25-23, 19-25, 19-25 e 13-15. Filip, do Vivo/Minas, foi o maior pontuador do jogo, com 24 pontos e o levantador do time mineiro, Marcelinho levou o troféu Viva Vôlei.

Sada Cruzeiro Vôlei e BMG/São Bernardo também fizeram uma partida na qual o equilíbrio reinou. O terceiro set, que foi a 34-36, para o time de São Paulo, define bem o que foi jogo. A série de três jogos começou com uma vitória por 3 sets a 0 para os mineiros, seguida por uma vitória do BMG/São Bernardo por 3 sets a 1. No jogo desse sábado, paulistas e mineiros lutaram até o 5º set pela última vaga nas semifinais. O Sada Cruzeiro Vôlei, vice-campeão da última edição da Superliga, levou a melhor sobre a juventude do BMG/São Bernardo. Os maiores pontuadores da vitória dos mineiros por 3 sets a 2 (25-20, 23-25, 34-36, 25-19 e 15-11) foram Wallace, do Sada Cruzeiro Vôle
i, com 30 pontos e Renan, do BMG/São Bernardo, com 26 pontos. William, levantador do último semifinalista, Sada Cruzeiro Vôlei, foi eleito o melhor jogador da partida.


Sada Cruzeiro Vôlei e Vivo/Minas fazem o clássico mineiro nas semifinais da Superliga.


Foto: Divulgação

Vôlei Futuro vence Unilever e leva série para terceira partida

Por Carlos Ramos


As mais de onze mil pessoas (recorde de público da Superliga 2011/2012) que estiveram presentes hoje pela manhã no ginásio do Maracanãzinho não foram suficientes para empurrar a equipe da casa. Após uma partida emocionante, que só foi resolvida no quinto set, o Vôlei Futuro bateu a Unilever, com parcias de 25/22, 22/25, 20/25, 25/23 e 7/15.

O primeiro set começou com muito equilíbrio, diferentemente do que aconteceu na partida anterior, em Araçatuba. O primeiro distanciamento no placar ocorreu após um rali, que terminou com um erro de Paula Pequena e com a equipe carioca abrindo 16 a 14. Daí em diante a Unilever conseguiu manter uma vantagem razoável, fechando o set em 25/22.
Paula Pequeno não começou bem o segundo set. A jogadora continuava a errar bolas fáceis, assim como Fernanda Venturine, que oscilava entre jogadas geniais e levantamentos de difíceis conclusões para as companheiras. A equipe paulista chegou a abrir distância no placar, mas os dois aces seguidos de Carol deixaram o jogo igualado. No fim, o grande trabalho do bloqueio do Vôlei Futuro falou mais alto e a equipe paulista fechou a parcial em 23/25, com o último ponto sendo marcado por Paula Pequena, em grande ataque.

A torcida carioca começou empurrando a Unilever no terceiro set. A energia da torcida rendeu resultados para as comandadas de Bernardinho, que abriram 5 a 2, no início, e 8 a 3, sendo essa a maior distância no placar entre as equipes até então. Porém, o bom início não se manteve na continuação do set. Os erros na recepção começaram a se tornar mais frequentes e a equipe de Araçatuba empatou a parcial em 8 a 8, virando logo em seguida. Joycinha, com grandes ataques, e Ana Cristina, com ótimos levantamentos e ousadas bolas de segunda fizeram o Vôlei Futuro virar o jogo, com uma parcial de 20/25.

O Vôlei Futuro poderia fechar a partida em três a um, mas o jogo ainda preparava fortes emoções para todos os presentes ao Maracanãzinho. O quarto set foi marcado por pontos emocionantes, conquistados na técnica e na garra das jogadoras. “Time de Guerreiras”, gritava a torcida quando a bola caía na quadra das paulistas. Paula Pequeno, com uma atuação melhor do que no início da peleja, atacava com toda a sua força. Do outro lado, Fabi e companhia defendiam com a alma e devolviam para o outro lado.

A equipe de Paula chegou a abrir 19 a 15, deixando quase sem esperanças aqueles que torciam pela Unilever. Porém, quando todos já não esperavam, o empate veio. E veio da forma mais incrível possível. Em um rali. A bola ia e voltava, voltava e ia novamente, sem nunca tocar no chão. Fabi, do lado de fora da quadra, se contorcia, se jogava no chão, vibrava, sozinha, a cada lance do ponto, que acabou no chão do Vôlei Futuro. Assim como o ponto, as cariocas levaram o set, e, por conseguinte, a partida foi para o quinto capítulo.

Os momentos mágicos, vibrantes, inesquecíveis que a torcida presente ao Maracanãzinho viveu junto com as jogadores na quadra foi para o ralo na última parcial. Os erros e a recepção deficitária voltaram a atormentar a Unilever. 8 a 2 para o Vôlei Futuro logo de cara. 

Os torcedores fecharam a cara. E, logo em seguida, a equipe paulista fechou o set, em 7/15, 
e o jogo. Game, set and match. Na próxima sexta, às 21h, Unilever e Vôlei Futuro voltam a se encontrar para definir, de uma vez por todas, quem enfrentará o Sollys/Osasco na final da Superliga Feminina.



Foto: Divulgação